Saúde Integrativa e Longevidade Sob um olhar holístico de raciocínio e julgamento clínico.

 

Para tratar de pessoas doentes se faz preciso compreender a abrangência da palavra Integral e Holística, o que nos faz entender o quanto as terapias de apoio podem caminhar lado a lado com os tratamentos científicos. Há um tempo atrás a terminologia holisticidade assustava os profissionais que compõem as equipes de Saúde, pois era uma visão totalmente distinta da convencional. Quando quebramos nossos paradigmas e passamos a ter um olhar Holístico, passamos a observar a saúde na sua integralidade e em sua totalidade, e de uma forma global, de pessoa para pessoa.

Nessa visão, a doença tem um caráter multifatorial e o próprio tratamento deve alavancar a reposição do estado de equilíbrio do corpo e da mente, os quais constituem uma única unidade funcional. A palavra holística foi criada a partir do termo holos, que em grego significa “todo” ou “inteiro”.

Quando observamos um diagnóstico convencional de forma isolada, até pode-se esperar um resultado imediato, porém com muitos efeitos colaterais tardios. Então, assim como para fazermos uma casa precisamos preparar a fundição, no corpo humano também precisamos ir em busca das estruturas funcionais que irão nos conduzir ao caminho da normalização da funcionalidade da matriz humana. Nada é como receita de bolo, cada ser humano é diferente na sua constitucionalidade; até os gêmeos idênticos apresentam diferenças físicas e de personalidade. Nos dias de hoje podemos minimizar esse efeito tardio, e passar a considerar que cada paciente deve ser tratado em sua totalidade, sem abafar os sintomas, mas, sim, buscando a causa dos problemas. É preciso deixar o ego de lado e admitir que muitas vezes temos limitações e que estas não nos permitem enxergar que “a minha técnica de tratamento foi até ali, agora é hora de encaminhar para quem dê ou auxilie na continuidade desse processo”.

As estratégias e equipes de Saúde existem para isso, para fazer o estudo, o julgamento, o raciocínio e muitas vezes unir os conhecimentos da ciência com a espiritualidade, indo em busca de fatores externos e emocionais como parte do problema a ser solucionado. Um simples e básico exemplo do que estamos falando são os problemas de dor, principalmente dor nas costas. Seja qual for o nível do segmento a ser tratado, essa dor pode ter origem desde as desordens comportamentais e biopsicossociais, como traumática e até oriunda de órgãos, vísceras, problemas articulares, entre muitas outras.

Então, passamos a compreender que esse ser humano, além desses aspectos citados, não precisa apenas de um remédio, mas com certeza ele precisa mudar seus hábitos de vida e seus valores, aferir seus excessos e deficiências nutricionais, seus hábitos ergonômicos, seus níveis hormonais, suas atividades da vida diária, sua jornada ocupacional, enfim, rever aqueles aspectos que, por volta dos 70 anos, iremos parar e dizer: “Valeu a pena mudar meu estilo de vida e resgatar minha essência!”.

Charles Darwin quando desenvolveu a teoria da seleção natural, já dizia que os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes. Cuidar da Saúde de um assistido na sua totalidade, buscando um julgamento e um raciocínio clínico, são aspetos que influenciam a saúde com um olhar holístico do ser humano no equilíbrio mente/corpo.

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